quinta-feira, 28 de abril de 2016

36 Semanas e a Mala não tá pronta


Pois bem, chegamos nas 36 semanas. E eis o que não sinto:
- as contrações de treinamento;
- a barriga dura.

Eis o que não tenho:
- mala maternidade

Se não tenho mala, óbvio que não tenho nada pronto. Não sei nem que roupa a Gabriela irá usar quando nascer. Tadinha, ela deve sentir que sou uma mãe desnaturada.

Não tenho mala porque não gosto de nenhuma. Acho tudo um horror de breguice. Aquelas malas rosa de matelassê com o nome da criança. Quem inventou isso?? Aquele rosa algodão doce misturado com ursinhos dourados, pra que? 

Vou pegar uma mala de viagem tamanho médio e colocar as minhas coisas e as dela tudo junto. Somos duas em uma, então não há problema de ter uma mala para duas. Além de me poupar dinheiro, porque essas malas maternidade é um horror de caro e em sua maioria, feias. 

Os três chás de fraldas foram totalmente bem sucedidos, amei fazer todos apesar do desgaste financeiro, físico e emocional. Compensou horrores e ganhei muita coisa.

Continuo firme e forte na hidroginástica, pois me faz sentir menos baleia e menos inchada, apesar de ter engordado 10kgs até agora. 

No quarto dela ainda faltam alguns detalhes de decoração que estou esperando chegar da ELO7, bem como pegar uns quadros emoldurados que mandei fazer na AlfMabi.

Não consigo calçar sapatos e nem colocar meias, e marido tem me ajudado nisso. Pelo menos ele já tá adquirindo experiência em colocar tênis, sandálias e botas em meninas. 

Cansei de gastar com Materskin e estou usando apenas Creme Nivea pra pele seca que tem óleo de amêndoas junto, comprei o creme + um que se passa durante o banho, e até agora, não senti nenhuma diferença. Até achei o creme da Nivea bem mais cremoso e fica mais na pele do que esse MaterSkin.

Tô passando Lanolina Lansinoh no bico do seio desde as 25 semanas, porque li algumas falando que isso ajuda na amamentação (a não ter fissuras, rachaduras, furos e sei lá o que no bico) e como uma amiga que a recém teve nenê usou, e não teve problemas, acredito que ele faça alguma diferença.

Decidi fazer fotos de gestante de ultima hora, então vou fazer nesse domingo. Não queria gastar com isso, mas várias amigas vieram me falar que se arrependeram amargamente porque chega uma idade que as crianças pedem pra ver a barriga da mãe, além das creches em datas festivas solicitarem à elas tais fotos. Então, acho que será válido ter umas fotos decentes da barriga com o marido, e deixar de lado o filtro amador do Instagram.

Finalmente chegou o frio aqui em Porto Alegre. Isso quer dizer que estou me arrebentando de felicidade, pois não aguentava mais aquele calor do sertão. 





 





terça-feira, 22 de março de 2016

30 semanas.

Chegamos nas 30 semanas. Tivemos consulta na segunda-feira, e a obstetra disse que está tudo evoluindo super bem para um parto normal. Ela acha que a Gabriela já virou, e por isso, me deu uma requisição para fazer uma eco. Como nem tudo é lindo e fácil, só consegui a eco pro dia 18/04. Um beijo pra Unimed. 

Além disso, agora está ficando cada vez pior pra dormir. A barriga não está tão gigante, mas está totalmente desconfortável, levanto umas 3x de madrugada pra ir no banheiro e volto torcendo pra conseguir dormir novamente, e fora a azia/refluxo... A obstetra falou que é absolutamente normal e me deu um remédio pra tomar de 4h/4h pra aliviar essa queimação e esse refluxo.

A hidro me faz tão bem que as vezes penso que vou sair da hidro e já vou direto pro hospital ganhar ela, HAHAHAHAH. Alucinações de grávida. Fora isso, estou esperando até agora sentir esse desejo louco de comer alguma coisa esquisita, mas por enquanto, não sinto nada disso.

Única coisa que sinto, as vezes, é um choro ridículo por nada. Escuto uma música, e sinto vontade de chorar. Alguém fala mais alto, dá vontade de chorar. Umas coisas ridículas que chega a ser cômico. Chorar dirigindo então... acho que tem sido o passatempo predileto entre um destino ao outro, porque é muito ridículo ficar ouvindo uma música e se despencar a chorar sem nem saber o motivo. Mas também esse choro vira uma raiva mirabolante em menos de 5 minutos. Então está tudo bem. 

Consegui organizar os chás, os orçamentos, e espero arrecadar tantos presentes como se eu tivesse na frente da porta das esperanças do Silvio Santos. Sempre quis participar desse programa, então espero esse três chás de fraldas sejam a minha recompensa. 





sexta-feira, 11 de março de 2016

29 Semanas.

Chegamos nas 29 semanas. Tinha um post anterior sobre a minha consulta com uma gineco humanizada aqui de Porto Alegre, mas simplesmente sumiu. Não sei o que fiz.

Enfim, agora com 29 semanas sinto mais vontade de ir ao banheiro, não é impossível mas também não facilitador calçar sapatos. Tah chegando o friozinho por aqui e não acho roupas pra colocar pra trabalhar, pois só tenho vestidos que comprei em promoçao.  E, por enquanto, não sei o que fazer porque não estou afim de gastar. Estou usando as roupas que dá e não me deixam ridículas.

Minha casa está de pernas para o ar, literalmente. Resolvemos mudar a nossa cama, mudar o roupeiro, trocar de quarto e deixar o nosso pra Gabriela. E isso significa que todas as nossas roupas estão espalhadas pela casa, pois o roupeiro antigo foi desmontado gratuitamente pelo senhor que reformou e já me entregou o roupeiro que era meu na adolescência e será dela a partir de agora. Então, como as datas não coincidiram com a entrega do novo e a saída do velho, nossas roupas estão jogadas ao vento e, todo dia pela manhã, antes de trabalhar, tenho que olhar o chão, cadeiras, e sofás para garantir o loka do dia.

Fora isso, chegou a banheira dela. Optei por uma banheira comum e barata do que aqueles trambolhos de mais de 200 reais. Comprei jogos de lençóis dessa marca que adorei as estampas e misturas de cores. E estou organizando três chás de fraldas: um no escritório, pois sei que vou arrecadar horrores de fraldas; outro das minhas amigas do colégio - que é mais um pretexto pra todas nos reunirmos; e outro que é o oficial para amigos e família. 

Ou seja, estou literalmente surtando porque odeio organizar coisas. O que me mantém relaxada e com a sensação de dormir melhor, pois às idas ao banheiro de madrugada voltaram com tudo, é fazer hidroginásticas 3x na semana, e caminhar nos finais de semana.

Estou tentando manter a ingestão de mais de 2 litros de água por dia, mas tem dias que só de olhar pra água, me dá uma ânsia. Pela manhã sigo com meu café de rainha, pois acordo enlouquecida de fome: mamão, tapioca com chia, requeijão, queijo e presunto, e café iguaçu com leite zero lactose. Sou alucinada por café iguaçu + mascavo + leite. E fiquei mais alucinada ainda na gravidez.

Fora isso, a Gabriela está com 1200kgs. Vou conseguir ficar 5 meses em casa no pós-parto. E eu não vejo a hora de colocar minha casa em ordem, passar as datas dos três chás e focar só na vinda dela. 


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

23 Semanas e algumas constatações

Chegamos nas 23 semanas, e falei para a obstetra que ando me sentindo esquisita. Ela sempre me pergunta como estou, como está os preparativos, além de cuidar da parte da saúde. Mas essa semana falei que estava me sentindo estranha porque agora a barriga realmente começou a "despontar", e como eu trabalho em um escritório, não posso ficar indo de legging, alpargata, moletom e esses tecidos mais confortáveis de quem vai passear na beira da praia.

Ou seja, apesar de ter engordado 2kgs (antes de engravidar estava com 65kgs, no primeiro trimestre, a balança foi para 62kgs e agora estou com 67kgs, ou seja, pelos cálculos da obstetra, engordei 2kgs até agora), o meu quadril está maior, a barriga está pra frente, e os peitos estão explodindo.

Então, tive que comprar vestidos novos. Minha sorte é que o Brasil está em crise e não vendeu o esperado no período de festas natalinas, então achei uma loja perto de onde eu trabalho em que se eu comprasse 5 peças, ganharia 50% de desconto. Saí cheia de sacolas, me sentindo a  Becky Bloom

Fora isso, ando sentindo uma vontade enlouquecida de comer feijão, então essa semana passei a feijão e carne moída (minha outra tara, pois amo carne moída). Ando fazendo as caminhadas na água 3x na semana por 1h, pois achei um saco aquela hidroginástica e, a academia, por enquanto, não é algo que me fascina. Então fico lá caminhando na água por 1h com fones de ouvido, e me sinto bem. 

Ainda não sinto dores, mas as vezes percebo um leve desconforto ao levantar e agachar, pois a barriga está dura e isso dificulta a locomoção bem como prender as minhas sandálias nos pés, é um malabarismo. E as noites de sono tem sindo intercaladas por umas 2 idas ao banheiro para fazer xixi como se não houvesse amanhã. 

Quando como alguma coisa, sinto ela mexer o tempo todo. Acho que ela deve ficar fascinada pelos barulhos do estômago e se locomove de um lado pro outro, por enquanto, ela está de pé na minha barriga (conforme todas as ecos que fiz) e sinto ela chutar o lado esquerdo. Adoro ver ela se mexer, mas ao mesmo tempo, acho bizarro. 
  
Passada a função dos móveis pro quarto, agora estou na função do chá de fralda, uma vez que vou fazer dois: no escritório, e um no salão para amigos e familiares. 

Até a Gabriela nascer, já constatei que vou decretar a falência da minha pessoa física. 

































segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Convivendo com a maternidade.

Entramos na semana das 22. Sinto a Gabriela mexer, o que as vezes é engraçado e estranho ao mesmo tempo. No início,  achava que era meu estômago se revoltando contra o trabalho extra em função da digestão lenta, mas aos poucos fui percebendo que o estômago não seria tão saliente assim. É legal de sentir, mas ao mesmo tempo, estranho. 

Fizemos a eco morfológica do segundo trimestre e ela está saudável e com tudo ocorrendo conforme a natureza permite. Fico tensa em relação aos mosquitos. Cada vez que vejo um, saio disparando ou procuro, de imediato, um repelente que esteja por perto.
Aqui no RS ainda não temos tantos casos, os que apareceram foram de gestantes que viajaram ano passado para o Nordeste e as crianças nasceram com microcefalia agora. Mesmo assim, fico paranoica achando que elas contaminaram todos os mosquitos "saudáveis" do RS. 

Atualmente, estou na função do que comprar e o que não comprar em termos de enxoval. Já descartei cômoda, já estou quase descartando aquelas banheiras portáteis enormes que depois viram um elefante branco pela casa, assim como estou descartando qualquer coisa de difícil manipulação. 

Mandei restaurar meu roupeiro de madeira que usei na adolescência, mandei pintar de branco e troquei os puxadores. Não teremos berço, e não é por causa da função Montessori, mas é porque sempre odiei ver os bebês trancados naquele berço e caindo de cabeça no chão quando começam a ter vontade própria. Desde sempre pensei que berços eram para facilitar a vida dos adultos, e não estimular a criança. Acho que ainda ficou algum resquício na minha mente quando fiz pedagogia- por dois semestres, e trabalhei por um ano em uma creche. Comprei um mini berço da Sleeper, e ela ficará no nosso quarto até quando eu achar que ela deve passar para o quarto dela. 

"Ah mas vai ser péssimo pra tua coluna ficar agachando no chão e colocando o bebê nessa caminha em formato de casinha"- Que mania bem chata que as pessoas têm de dar pitaco onde não são chamadas, afinal, a coluna é minha, a filha é minha, e ela não vai ficar trancada em um berço. 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

20 semanas e uma estranha no ninho.

Nesta quinta completamos 20 semanas. A mudança drástica até o momento, foi que em função do mosquito que transmite Zica, optamos por não ir para a praia como todos os anos. Fui para o Uruguai visitar a família e lá permaneci no Natal e virada do ano novo.

Sempre gostei de ir pra lá, mas desta vez, eu não via a hora de voltar pra casa. Acho que vamos ficando mais velhos, mais adultos, e o significado de pertencimento começa a ocupar um espaço maior nas nossas escolhas e na nossa vida. Adorei ver a família, comer comidas diferentes, passar o ano novo à la uruguaya, contudo, estava louca pra voltar à minha rotina de linhaça, de chia, de iogurtes, de açúcar mascavo, saladas orgânicas e frutas diversas. Coisa que uruguaio não é muito chegado. Apesar deles não terem seguido o horário de verão, essa 1h a menos desequilibrou todo o meu horário biológico. 

A rotina de comer tarde, festival de carne, panchos, doce de leite, sobremesas e etc, me agrada somente em viagens de final de semana, e não todos os dias. 

Me acostumei a uma rotina que aos poucos mudaram meus hábitos, e eu não havia percebido que mudaram drasticamente a forma como eu lido com alimentos e a forma como ver a saúde como um todo. E isso, claro, me afetou nessa viagem. 

O problema é que se tu está em casa de parentes, eles querem que tu coma tudo o que está na mesa, que é claro que foi feito com todo o amor e carinho, mas toda aquela comilança não faz parte dos meus hábitos. Eu não gosto de sobremesa, não gosto de doces, não tomo refri, não gosto de overdose de carnes, não gosto de comer tarde da noite pra depois ir dormir com a sensação de que engoliu o mundo. 

Além disso, sou uma pessoa quieta. Não sou daquelas que ficam horas a fio conversando sobre x, y, e z. Então, levei meu note e me Kobo achando que poderia ler um livro. O máximo que pude fazer foi ver várias temporadas de Downton Abbey, e mesmo assim, minha tia me chamou de estranha. 

Fora isso, a gravidez. Não suporto quando começam a falar sobre partos, sobre fulana que morreu por excesso de anestesia, sobre qual a melhor opção de parto, sobre comer por dois, ou então, comparações. Se tem algo que me irrita profundamente são comparações do tipo: "fulana marcou cesárea, pois é a melhor opção", "parto normal é um horror, não tem porque ficar sofrendo", "ciclana comia x, y, z". Eu simplesmente odeio todas essas conversas. O que, mais uma vez, me faz parecer um estranha no ninho.

Por outro lado, em se tratando de gravidez, comecei a sentir alguns movimentos na barriga,, mas não tenho certeza se é a Gabriela ou meu aparelho digestivo protestando devido a sua digestão lenta. Semana que vem faço a eco morfológica, e confesso, estou ansiosa. 








sábado, 19 de dezembro de 2015

Gabriela, e o meu fiasco da semana


Desde que eu soube que estava grávida, sabia que era uma menina. Ontem, fiz a eco que confirmou que havia uma menina nadando na minha barriga. Minha prima disse que toda vez que fazia a eco quando grávida, começava a chorar. Me senti anormal. Nunca chorei. Apenas fico literalmente hipnotizada vendo cada detalhe naquela tela preta e branca. 

Essa semana passei um dos meus primeiros fiascos. Estava dentro de uma loja comprando vestido, e eis que de repente, começo a sentir um suor interminável, as pernas bambas, e ouço a voz do atendente como se eu tivesse dentro de uma piscina. Horrível. Peço pra sentar e várias pessoas ao meu redor me deixando cada vez mais nervosa, e uma delas me traz um copo dágua, tomei, e vomitei. 

Daí chamam o guarda, o bombeiro (que nem sabia que trabalhava bombeiros dentro de um shopping), e eu ali sendo abanada. O meu medo era desmaiar. Mas não, aos poucos conseguir ir me recompondo, paguei o meu vestido, agradeci pela atenção, e saí da loja com a cara mais pálida que neve do Alasca.

Além disso, um dia antes, eu comecei a sentir um corrimento líquido. Fui pra net, e fiquei apavorada com a porcaria dos comentários daquele BabyCenter. Lá é o antro das mulheres desesperadas e catastróficas. Eu estava bem tranquila achando que tal corrimento em excesso era apenas por causa do excesso de hormônios, pois já que eu choro até vendo Uma Linda Mulher, por que não teria excessos fisiológicos também? Até que, leio o depoimento de uma mulher falando que estava perdendo o liquido amniótico e quando chegou na emergência, era tarde demais. 

Ou seja, larguei tudo o que estava fazendo as 17h da tarde e fui na emergência do Hospital. Chegando lá, novata no assunto, cheguei na emergência normal- onde há gente com mordida de cachorro, gente com virose, com vírus, com febre, morrendo e o escambau a quatro. Falo pra atendente bem baixinho: "oi, eu tô grávida e tô sentindo um corrimento", Ela me olha, e diz em alto e bom som: "temos uma grávida aqui, favor chamar a fulana pra leva-la pra emergência obstétrica". 

Esse Hospital possui tantos anexos que mais parece a mansão downton abbey... enquanto eu aguardo, eis que aparece uma enfermeira com uma cadeira de rodas e me diz: "querida, vamos?". Fiz um giro de 360 graus com a cabeça tentando entender quem era a querida. Era eu. Constrangimento em grau máximo. 

Atravessei todo o Hospital de cadeira de rodas. Uma experiência que não quero repetir, pois as pessoas te olham com um olhar de pena, mas tão de pena que te faz sentir como se estivesse na fase final da vida. Prometi à mim mesma que jamais vou fazer esse olhar por pessoas que andam com cadeiras de rodas. Acredito que é uma atitude espontânea, do tipo, "me compadeço por ti", mas o olhar é terrível. O olhar não é de compaixão, é de pena, de pesar. Horrível.

Enfim, chegando na emergência obstétrica, dous meus dados, carteira do plano, cara-crachá e em menos de 2 minutos sou atendida. A enfermeira mede pressão, mede temperatura, me coloca na cama e usa um aparelho de mão para identificar o coração do bebê. Ela não localiza. Começo a suar frio, e ela me diz: "vou deixar pra médica fazer a eco, pois sei que vocês ficam nervosas". Dei graças a Deus mentalmente.

Chega a médica de plantão. Uma grossa. Localiza o bebê, as batidas, e me diz: "tu não está perdendo liquido amniótico, isso que tu tem é só excesso de hormônios". Daí faz o exame de toque, apalpa colo, diz que tá fechado. E me pergunta: "é mãe de primeira viagem, né". Só falo "aham". 

Ela liga pra minha médica, o que me deixou com mais raiva, pois já havia mandando whats pra ela e me deixou no vácuo. E me retorna dizendo: "tu espera pra eu te dar o laudo, pois já avisei tua médica e está tudo ok". 

Sério. Gravidez é algo surreal. E prometo nunca mais entrar nessa porcaria de BabyCenter.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

16 semanas e a inverossímil sensação de não sentir nada

Completamos 16 semanas. Parece que foi ontem que descobri que estava com exatas 5 semanas. O sono simplesmente passou, aquela malemolência chata e preguiça constante não sei pra onde foi. Lá pelas 16h da tarde eu bocejava e me irritava qualquer tarefa pendente de processos e de prazos que estivesse na minha mesa, então eu tentava sempre adiantar tudo pra conseguir ter uma paz em sintonia com esse sono todo. Passou.

Eu acho que ela vai ser uma bebê da música, pois passo escutando o música o dia inteiro no escritório com meus fones plugada na trilha "indie folk" do Superplayer. Também não sei se ela consegue escutar, pois alguns sites dizem que sim, outros que a partir de tantas semanas... enfim, é um mundo de informação correlata mas que não chega em uma conclusão objetiva. 

Até agora engordei 1kg dos 3,500kgs que perdi desde o início da gestação. A barriga resolveu "dar as caras" quando estou de vestido ou de saia. Mas estou naquela fase em que as pessoas que não sabem da real situação devem pensar "hummm falsa magra, olha aquela pochete"... pois abaixo do umbigo aparece uma pequena saliência. Falo pros meus colegas que parece um ovinho.

Não senti nenhum desejo e espero não sentir nada disso, pois sempre achei palhaçada. O meu olfato está igual ao de um lince, sinto cheiro de coisas imperceptíveis, mas não enjoo de nada.  

A novidade é que depois de meio resistente, resolvi agendar uma consulta com uma das poucas obstetras aqui em Porto Alegre adepta do parto humanizado, e que só realiza partos desse tipo em hospital. Pesquisei horrores sobre isso, mas só me sinto segura se for dentro de um hospital, não adianta. Então, resolvi marcar. Mas como era de se esperar, ela só tem agenda para fevereiro, então vou seguir com a minha obstetra por enquanto, que aliás, não tenho nada contra ela, mas gostaria de me aprofundar mais sobre o parto humanizado, e nada melhor que uma obstetra que seja adepta desse tipo de parto para aclarar algumas coisas na minha cabeça. 




















segunda-feira, 30 de novembro de 2015

14 semanas: ela chupa o dedo e eu divago

Fechei 14 semanas e isso significa, segundo o Baby Center, que o bebê já franze a testa e chupa o dedo. No título está ela, porque na primeira eco significativa quando fechamos as 12 semanas, a probabilidade foi de menina. 

Desde que eu soube que estava grávida eu senti que seria uma menina, ainda mais que no meu caso eu tive a tal de ovulação tardia, então minhas semanas não são contadas pela famosa "DUM" que quase bati a cabeça pra entender que sigla era essa. Aliás, acho tão engraçado as mães nos blogs e fóruns falando de "DUM", e de tantas outras siglas existentes e sequer mencionarem que "DUM" se trata de "data da última menstruação". Eu já tava achando que DUM era algo anormal, que era um enigma ou talvez até uma seita, mas enfim... se trata apenas disso. 

Mas voltando ao assunto, a contagem da minha gravidez se dá pela data do sexo, do ato sexual, do vuco vuco, lepo lepo que houve entre eu e meu marido, ou seja, a probabilidade de ser menino cai drasticamente porque eles são mais fracos para ficar esperando pelo meio do caminho até conseguir achar-fecundar o óvulo. 

Mas também há um receio de eu ficar falando isso aos quatro ventos, porque vá que daqui a pouco não seja menina? Mas no fundo, no fundo, eu sinto que é. E as pessoas ficam te dizendo que "mãe sente". Na primeira vez que ouvi essa frase, eu fiquei pensando "mas como é que minha mãe vai saber"... mas claro, não era minha mãe, sou eu mesma. 

Isso porque ainda não caiu a ficha que vou ser mãe, então qualquer palavra "mãe" eu já relaciono diretamente com a minha. Outras pessoas me dizem que só cai a ficha quando a barriga realmente aparece. E, realmente, minha barriga não existe. Até emagreci 3,500 kgs. De noite que as vezes eu consigo perceber uma pochete abaixo do umbigo, porque já percebi que dependendo do que eu como, minha digestão ocorre em passos de tartaruga e eu me sinto estufada, logo, a barriga cresce. 

A única coisa que percebo em mim, são os peitos de quem colocou o silicone ontem. Inchados, pesados, e seriam sexy se não fosse as veias expostas. Mas né, nem tudo é flor. Estou dormindo com top de academia, porque as vezes eu me virava de noite, e sentia aqueles peitos chacoalhando pra lá e pra cá de uma forma totalmente desconfortável. Até ia comprar um "sutiã com uma excelente sustentação" como mandam as grávidas comprar, mas pelamor, tudo é caro. Além de grávida já ter que se preocupar com 500 mil coisas, qualquer coisa relacionada à gestante é um horror de caro: roupas, calças, produtos pra estrias. Assim a pessoa vai a falência. 

Só fui comprar creme específico pra estrias nesse mês, enquanto isso estava entrando dentro do pote de Nivea Q10 todos os dias pela manhã, e de noite tava usando um creme de manteiga da Victoria Secrets só pra marido não achar que estava dormindo com a vó. 

E pra fechar com chave de ouro, atualmente tem a tal da zica. Não bastasse a zica toda que uma gravidez possui, há a zica do mosquito. Sempre fui muito sortuda com mosquitos, como meu sangue é O negativo, eles voam em direção ao meu marido que é positivo e eu fico bem tranquila sem picada alguma. Claro que ando receosa, mas não vou sair correndo comprando repelentes, spray pra roupas, e toda a parafernália pra combater mosquitos. Por enquanto, sigo na minha rotina normal de fechar janelas, marido despejar um tubo de SBP pela casa enquanto estou nadando, e rir da cara dele enquanto ele é picado.

Como diz uma das minhas cantoras preferidas: "eu quero amor, alegria e bom humor"!











segunda-feira, 23 de novembro de 2015

13 semanas e 4 dias

Há dias que não me sinto grávida, mas sei que existe um bebê dentro de mim. Um "feto", como chamam os médicos cada vez que vejo o resultado de uma eco. A fase do sono passou, mas não 100%.  

A barriga só é notada quando eu como alguma coisa que me estufa, mas com certeza não é por causa do bebê, mas sim porque dependendo do que eu como, só falta eu sair voando por causa do tamanho da minha barriga. É constrangedor. 

O que anda me irritando mais que tudo são os palpites das pessoas. E quando digo "pessoas", é qualquer pessoa independente do grau de parentesco. Não importa se é mãe, tia, prima, amiga, pseu conhecido, colega de trabalho... qualquer opinião sem que eu tenha solicitado, eu sinto vontade de jogar a pessoa do alto de um penhasco e seguir a vida.

Eu ainda não sinto todo esse amor poético que algumas gestantes cismam em falar aos 4 ventos. Minha obstetra falou que isso é absolutamente normal, mas já recebo indiretas do tipo "ai mas tu nao postou nada no face sobre tua gravidez", só porque a pessoa na primeira semana que soube que estava grávida, saiu postando o resultado do teste de farmácia para everybody. Não faz meu tipo. 

Eu espero que a gestação passe voando pra poder ver o bebê nos meus braços, da mesma forma que acho muito louco eu estar gerando um ser, uma vida, uma alma... assim como acho surreal eu e meu marido terem "juntado as sementinhas" e hoje estou de 13 semanas. São coisas tão banais que a vida inteira a gente ouviu por aí como "fulana tá gravida", "ciclana pariu", mas agora que estou grávida, consigo perceber o quão grandioso é isso. 

Por enquanto estou nessa fase filosófica e lendo o livro "Crianças Francesas Não Fazem Manha". Já li resenhas totalmente negativas sobre o livro. Agora que estou no capitulo 8, só posso concluir que as pessoas que acharam o livro uma bosta, uma porcaria, e etc, não entenderam porra nenhuma do livro. Mas isso é história pra um próximo post sem data. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Into The Wild

No final de semana vi o filme com um atraso de 8 anos. Aliás, eu conheci a trilha sonora antes de ver o filme, pois sou fã do Eddie Vedder, e a trilha desse filme é umas das minhas preferidas da vida. Pela sinopse, sempre achei que fosse um filme qualquer sobre um americano revoltado com a sociedade, e então resolveu fazer as malas e se libertar do capitalismo e de alguma prisão familiar. 

Aliás, essa semana vamos no show do Pearl Jam... e se ele tocar alguma dessas músicas, acho que vou ser a única a abrir o berreiro.

Não sei se é por estar grávida, mas chorei litros. Também não sei se é a combinação da voz perfeita do Vedder com as cenas e todo o contexto, mas chorei.

O filme é belíssimo e pena eu não ter visto antes, ainda mais por se tratar de um filme que retrata a vida de uma pessoa de verdade, e também por ter um diretor como Sean Penn que me lembra o Clint Eastwood, que qualquer filme que ele faz me faz chorar além da eternidade.

Acredito que algumas pessoas necessitam ultrapassar barreiras e limites e transcender de alguma forma resultando em uma catarse que muitas vezes não tem volta. 

"Os únicos presentes do mar são golpes duros ... e às vezes a chance de sentir-se forte. Eu não sei muito sobre o mar, mas sei que as coisas são assim por aqui. E também sei como é importante na vida não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte, confrontar-se ao menos uma vez, achar-se ao menos uma vez na mais antiga condição humana. Enfrentar a pedra surda e cega a sós, sem ajuda além das próprias mãos e da cabeça."

Se tem volta ou não, não nos compete julgar, mas sim, refletir no estilo de vida que vivemos, na sociedade em que estamos e verificar dentro de nós se estamos confortável com esta situação e vislumbrar mudanças que impliquem em sair da zona conforto, o que muitas vezes é difícil e nos deixa paralisados. 

Ontem foi ele, amanhã pode ser um filho, um neto... e a felicidade, realmente, só é de verdade quando compartilhada. Se não for compartilhada, o sentido será mínimo, e ser feliz é o sentido da vida. 

"Vou parafrasear Thoreau: Em vez de amor, dinheiro, fé, fama, eqüidade ... me dê a verdade."


domingo, 8 de novembro de 2015

Gravidez

Fechei 11 semanas de gestação, e ainda não consegui parar para escrever sobre o assunto. Minha menstruação sempre foi desregulada, e depois que parei de tomar a pílula, a querida demorou 8 meses para descer, e desde então sempre falhava uns 2, 3 meses e descia. Em junho deste ano, minha amiga que mora em Houston se descobriu grávida, foi uma felicidade por ela, e ao mesmo tempo, fiquei pensando que no meu caso, iria demorar pra engravidar já que eu não ovulo todo mês.

Então, resolvi fazer aqueles exames para saber se estava tudo ok para engravidar. É tanto exame que já nem me lembro mais de quantas ecos e consultas fiz. Chato pra caralhoApós o ok dos exames e a gineco informar que não havia nada de anormal clinicamente e que talvez meu corpo estivesse se acostumando com a ausência dos hormônios da pílula, comecei a tomar Dtn-Fol, cuidar da alimentação, fazer exercícios com mais afinco pois ajuda a regularizar os hormônios e blablabla.

Nesse período, entrei em férias, tomei porre de vinho na praia, voltei das férias, e me via olhando sites de gravidez, instagram de quartos de bebês, e no meu aniversário fiz uma muvuca em casa com direito a litros de clericot... e além disso, eu não conseguia nem terminar a série de agachamentos com peso ridículo, daí já estava achando que a minha anemia de família estava me prejudicando, porque me sentia uma tartaruga ofegante no deserto.

Até que no final de setembro, recebemos a notícia no escritório de que uma colega se descobriu grávida com 7 meses. Achei que isso só existia no Discovery Home & Health. E então, como minha menstruação tinha falhado nesse mês, resolvi passar na farmácia pra comprar um teste de gravidez que tava em promoção. Quando cheguei em casa, meu marido estava tomando banho, e resolvi ir no outro banheiro pois a ansiedade estava honrando o seu nome de mal do século. 

Fiz xixi naquele negócio, e fiquei um tempo ali parada. Joguei pro lado porque não apontava nenhuma cor, e resolvi ir na cozinha tomar alguma coisa, voltei e tinha somente um traço, e estava começando a aparecer um outro traço bem fraquinho... segundos depois, havia duas linhas mais rosas que olhos de coelho. 

Falei pra marido, e toda aquela função de alegria e mimimi, mas por dentro, queria fazer pra ontem o exame de sangue. No outro dia de manhã corri pro laboratório, e fiquei dando F5 no site a cada minuto pra ver o resultado. E então, "se o objetivo deste exame é o diagnóstico de gravidez, o resultado acima deve ser interpretado como POSITIVO". 

Desde antes de saber que estava grávida, eu me sentia estranha. Sempre fui de receber amigos e encher a cara, estar sempre disposta pra qualquer convite, e happys. Além disso, se a gente não tinha nada programado pra fazer, eu e marido, sempre inventávamos alguma janta, algum drink, ficávamos até altas horas nos finais de semana vendo algum filme, e etc... no entanto, eu já não sentia mais ânimo pra isso e muito menos de beber. Cerveja, eu não podia nem ver pela frente. E qualquer bebidinha, uma taça já me bastava. E o sono, era e é algo sobrenatural. E a dor nos seios e o inchaço, me remetiam a ideia de Cicciolina, mas eu achava que todo esse conjunto de fatores era anemia + TPM. Só que não.

Ainda estou me acostumando com o fato de estar grávida, claro que estou muito feliz. Mas falo isso pelas mudanças que estou tendo, e pelas mudanças que há de vir. Por enquanto, não estou vendo nada de flores do tipo "que maravilhoso", "que pele linda e iluminada", "que grávida maravilhosa", até porque nem tenho barriga ainda, o que me deixa em choque algumas grávidas pra lá de efusivas, ou eu, que ainda não estou nesse clima todo.