quarta-feira, 7 de março de 2012

Vamos Falar sobre a Futura Maternidade

Ainda não temos duas chaves da casa. Somos irreponsáveis e esquecidos. Em um belo dia de chuva, eu saí mais cedo do trabalho. Sem a chave de casa, óbvio. Fui parar em uma livraria perto de casa, e fiquei lá, por quase 40 minutos lendo "Precisamos Falar sobre Kevin" (joga no google). Marido liga, e eu em pensamentos comigo mesma: "pqp, justo agora que to na página 30 e poucos". Comprei, e levei pra casa.

E cada página lida, é um tabefe. Nunca tive filhos, não sei o que significa carregar 9 meses alguém na barriga, engordar, ver crescer, sentir mexer, as dores, a ansiedade... Eu não sei nada disso. Confesso, tenho medo de saber. Talvez eu não esteja preparada ainda para ter filhos. O fato é que muitas vezes já me peguei pensando igual a personagem.

Ao ler certos trechos, surge um misto de sentimentos. Não sei se consigo ter raiva ou repulsa do jeito que ela descreve a gravidez. Referindo-se à criança como um melão, que passará por um canal minusculo, do tamanho de uma mangueira de quintal. Ou então quando ela está na sala de parto, e se sente um objeto agricola, de pernas abertas e totalmente arregaçada. Pior ainda quando colocam o recém nascido em seu peito, e ela murumua "ele é lindo", e depois confessa ao marido que falou aquilo, somente porque via nos programas de televisão, pois não conseguiu sentir nada indescritivel.

A escritora detalha tão esmiuçadamente os detalhes psicologicos de tudo, que dá medo, enjoo, pânico. E mulheres grávidas, não deveriam ler esse livro.

Preciso de uma catarse urgente, sob pena de precisar falar sobre Kevin por muito tempo.

14 comentários:

Páginas Da Minha Vida disse...

Menina, só de ver a capa do livro levei o maior susto rsrsrsrs sei que é feio escolher o livro pela capa, mas não consigo evitar rsrsrs agora que você está me falando sobre isso, é que não quero ler, mesmo rsrsrs

bjs

Inaie disse...

eu nao sabia como ia me sentir qdo o bebe nascesse...e ate pedi pro medico nao dar o bebe pra eu carregar se eu nao pedisse, pq va que eu nao gostasse dele, ne? Ou ficasse brava com a dor do parto, ou...

O negocio e que ela nasceu, eu derreti e nunca mais consegui sentir amor mais forte e incondicional na minha vida!

Rachel Chagas disse...

Nunca pensei em ter filhos, mas com essas poucas citações, fiquei um pouco preocupada.

Marly Bastos disse...

Olha, eu tive dois filhos e a gente passa por oscilações psicológicas sim. Sempre ouvi falar em amor e um elo incrível na gravidez...
Bem, eu sempre disse que a partir do momento em que eu soube que estava grávida, desejei ardentemente o filho que carregava no ventre, daria a minha vida para salvá-lo.Nunca quis saber o sexo antes de nascer pq para mim isso não era importante, escolhi dois nomes e esperei pra ver a carinha...
Quando meu filho nasceu, de um parto difícil pois estava numa pré-eclâmpsia e foi colocado no meus braços 24 horas depois eu o fiquei olhando por longo tempo, reconhecendo, analisando e conversando com ele. Contei pra ele toda a história e que a partir daquele momento eu sabia exatamente qual era o objeto do meu amor. Assim foi a segunda gravidez onde minha filha nasceu de um parto mais difícil ainda.
Sabe, eu nao tinha leite pra dar e meu filho sugava muito forte meus seios até feri-los. E eu fiquei pensando por muitas vezes o quanto o filho exige, cobra, se acha dono da gente e o pior que passamos a ser objeto que proporciona o bem estar para eles. Até hoje parece assim, embora sejam já adultos, acham que têm prioridades, cobram, exigem... Como diz minha mãe, filhos é a única aquisição que a gente tem para sempre e que se não fosse o nosso amor incondicional eles não "vingavam".
O livro pode ser um relato nu e cru, mas não está fora da realidade. Essa mudança total na nossa vida, em algumas pessoas pode trazer problemas psicológicos tal como depressão pós parto, rejeição por um momento... Quem tem esses problemas geralmente são taxados de frios, desamorosos, mas devemos lembrar que somos seres tão complexos e diversos na estrutura psicológica.
Portanto, não tenha medo de ter filhos, eles são a extensão de nós mesmos, creio que criá-los é bem mais difícil e educar mais ainda.
Desculpe a extensão do comentário, mas eu sou tagarela por natureza e adoro dar pitaco.
PS: Pois é a ioga me deixou lesionada mesmo. Mas não avisei ao professor que eu tinha hérnia de disco e fiz exercícios que forçavam a coluna. Vou ficar com o Pilates que não a machuca.
Beijokas doces.

Dea disse...

Confesso que também tenho medo
Vou passar bem longe desse livro rs
beijos

Gisley Scott disse...

Me assombrou tb, rs!

Barbarella disse...

Rê, que saudades, já casou??? hehe faz tempo que não passo por aqui....
Bem sobre o filho...fiquei gravida sem querer, 1 mes depois de casa...hehe. Juro que desespero e medo foi o que senti por 8 meses...lembro como se fosse hoje, olhei pra minha mãe e disse, Não sei se saberei ser mãe.... Ele respondeu, quando você olhar pros olhos do seu filho e sentir o cheiro dele, você vai saber tudo!
E é exatamente assim....nos falamos pelos olhos, sei o que ele quer e precisa por um olhar....Lhe digo que ser mãe é a melhor coisa que pode acontecer na vida de de qualquer mulher...
É ter seu coração batendo fora do peito!


Coragem! Você será uma mãe incrível!

Beijos e saudades....

Please, manda seu address por email, quero Lhe mandar um presente, e não aceito não como resposta!

Barbara

cronicasurbanas disse...

E o filme também é muito bom, já viu? A Tilda Swinton faz uma Eva sensacional, e os dois garotos que fazem o Kevin (pequeno e adolescente) também são ótimos. Vale a pena - e o livro pesa bem mais.
bjk
Mônica

Manuela Alves disse...

Rê estou com 3 meses! rsrs... Eu tava tomando o remédio direitinho (eu acho) qd de repende... pufff... me vi gravida, cheia de consultas e exames pra fazer. Nos meus planos não tinha um filho, eu e Kim meu amore, só tínhamos planos pra nos 2! Pois bem... hoje estou mega feliz... claro q é estranho ver seu corpo mudando, seus seios enormes (toda roupa me deixa com um decotão), enjoos chatos, choros do nada, entre tantas outras coisas... estou com medo, nunca segurei um bebê, fralda afff, natural ou cesária... tudo isso me assusta. É estranho + deve ser lega depois q esses 9 meses acabam! O olhar lindo de um serzinho seu... o resultado do amor de vcs, a carinha, a educação q vc sempre quis dar! pois é... já me sinto mãezona!

Ágape por Você! disse...

Olá..boa-noite!
Comecei meu blog agora..e gostaria muito que vc pudesse fazer parte dele!
Vem me visitar..ver se gosta do assunto e seja bem-vinda! A paz pra ti!

Menina!

Eraldo Paulino disse...

Sei que ser mãe é algo que só sendo mãe pra saber, mas, devo dizer que to achando ótimo o bate-papo.
Me interesso muito pelo universo feminino e isso não fere o meu lado masculino =)

Bjs saltitantes!

Andressa Cardoso disse...

Olha, eu te digo uma coisa: li este livro em 2008 ( mais ou menos) e nunca mais consegui esquecer das cenas horripilantes narradas lá.

Bah disse...

Eu tb tenho pavor de engravidar... Mas fazer o quê? Faz parte do curso natural ou nao rss

Kisu!

Cheshire cat disse...

Eu não li o livro, mas o filme dá uma ideia bem leve do que a gravidez significou para ela, mas quem é espertinho entende que ela não queria aquilo, obviamente. Eu nunca fui mãe, não tenho vontade de ser mas sou contra essa visão idílica da maternidade, de que toda mulher grávida é um ser iluminado e vai amar incondicionalmente aquela criança. A gente sabe que não é verdade, eu dou aula para crianças e infelizmente sei de muita mãe que está (com perdão da palavra) cagando e andando para o filho.