quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Into The Wild

No final de semana vi o filme com um atraso de 8 anos. Aliás, eu conheci a trilha sonora antes de ver o filme, pois sou fã do Eddie Vedder, e a trilha desse filme é umas das minhas preferidas da vida. Pela sinopse, sempre achei que fosse um filme qualquer sobre um americano revoltado com a sociedade, e então resolveu fazer as malas e se libertar do capitalismo e de alguma prisão familiar. 

Aliás, essa semana vamos no show do Pearl Jam... e se ele tocar alguma dessas músicas, acho que vou ser a única a abrir o berreiro.

Não sei se é por estar grávida, mas chorei litros. Também não sei se é a combinação da voz perfeita do Vedder com as cenas e todo o contexto, mas chorei.

O filme é belíssimo e pena eu não ter visto antes, ainda mais por se tratar de um filme que retrata a vida de uma pessoa de verdade, e também por ter um diretor como Sean Penn que me lembra o Clint Eastwood, que qualquer filme que ele faz me faz chorar além da eternidade.

Acredito que algumas pessoas necessitam ultrapassar barreiras e limites e transcender de alguma forma resultando em uma catarse que muitas vezes não tem volta. 

"Os únicos presentes do mar são golpes duros ... e às vezes a chance de sentir-se forte. Eu não sei muito sobre o mar, mas sei que as coisas são assim por aqui. E também sei como é importante na vida não necessariamente ser forte, mas sentir-se forte, confrontar-se ao menos uma vez, achar-se ao menos uma vez na mais antiga condição humana. Enfrentar a pedra surda e cega a sós, sem ajuda além das próprias mãos e da cabeça."

Se tem volta ou não, não nos compete julgar, mas sim, refletir no estilo de vida que vivemos, na sociedade em que estamos e verificar dentro de nós se estamos confortável com esta situação e vislumbrar mudanças que impliquem em sair da zona conforto, o que muitas vezes é difícil e nos deixa paralisados. 

Ontem foi ele, amanhã pode ser um filho, um neto... e a felicidade, realmente, só é de verdade quando compartilhada. Se não for compartilhada, o sentido será mínimo, e ser feliz é o sentido da vida. 

"Vou parafrasear Thoreau: Em vez de amor, dinheiro, fé, fama, eqüidade ... me dê a verdade."


4 comentários:

Bella disse...

Ameeeei a maneira como vc falou do filme. E somos duas a amar o Clint Eatwood! Aquele das pontes de Madison County... uuuui... vou nem lembrar senao comeco a chorar e agora! Kkkkkkkk Beijo!

Micha Descontrolada disse...

Cheguei aqui pelo título do post. Amo esse filme, amo Eddie Vedder, amo a trilha sonora...ai ai!
Li o livro também.
A música society é uma coisa linda de viver, retrata bem tudo que o filme aborda.

Vou voltar aqui mais vezes.

Beijossssssss
┌──»ʍi૮ђα ツ

Márcia Cobar disse...

Olá,
Tenho uma playlist no Spotify que apelidei de "lentinhas". Há pouco mais que uma semana escutei a música Society, do Vedder, que adicionei à lista pela melodia. Com o trânsito parado, pude prestar atenção à letra da música. Achei sensacional...
"we have a greed to which we have agreed.
Until you have it all, you wont be free".
A letra me tocou muito, porque ressoa no momento em que vivo, buscando reduzir o ter e chegar ao essencial.
Descobri pela capa do álbum que tratava-se da trilha sonora de Into the wild. Li o livro (infinitamente melhor que o filme) há muitos anos, e o que ficou dele, foi a busca desesperada de um ser humano pelo que realmente importa (a ele, pelo menos).
Que o show seja ótimo!
Felicidades,
Márcia

Gisley Scott disse...

Esse filme está disponível no Netflix! Bateu vontade de assistir agora!
Beijos!
Blog Querido Deus,obg por me exportar!