quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

16 semanas e a inverossímil sensação de não sentir nada

Completamos 16 semanas. Parece que foi ontem que descobri que estava com exatas 5 semanas. O sono simplesmente passou, aquela malemolência chata e preguiça constante não sei pra onde foi. Lá pelas 16h da tarde eu bocejava e me irritava qualquer tarefa pendente de processos e de prazos que estivesse na minha mesa, então eu tentava sempre adiantar tudo pra conseguir ter uma paz em sintonia com esse sono todo. Passou.

Eu acho que ela vai ser uma bebê da música, pois passo escutando o música o dia inteiro no escritório com meus fones plugada na trilha "indie folk" do Superplayer. Também não sei se ela consegue escutar, pois alguns sites dizem que sim, outros que a partir de tantas semanas... enfim, é um mundo de informação correlata mas que não chega em uma conclusão objetiva. 

Até agora engordei 1kg dos 3,500kgs que perdi desde o início da gestação. A barriga resolveu "dar as caras" quando estou de vestido ou de saia. Mas estou naquela fase em que as pessoas que não sabem da real situação devem pensar "hummm falsa magra, olha aquela pochete"... pois abaixo do umbigo aparece uma pequena saliência. Falo pros meus colegas que parece um ovinho.

Não senti nenhum desejo e espero não sentir nada disso, pois sempre achei palhaçada. O meu olfato está igual ao de um lince, sinto cheiro de coisas imperceptíveis, mas não enjoo de nada.  

A novidade é que depois de meio resistente, resolvi agendar uma consulta com uma das poucas obstetras aqui em Porto Alegre adepta do parto humanizado, e que só realiza partos desse tipo em hospital. Pesquisei horrores sobre isso, mas só me sinto segura se for dentro de um hospital, não adianta. Então, resolvi marcar. Mas como era de se esperar, ela só tem agenda para fevereiro, então vou seguir com a minha obstetra por enquanto, que aliás, não tenho nada contra ela, mas gostaria de me aprofundar mais sobre o parto humanizado, e nada melhor que uma obstetra que seja adepta desse tipo de parto para aclarar algumas coisas na minha cabeça. 




















Um comentário:

Rachel disse...

Eu acho engraçado (não consigo achar outra palavra além dessa a não ser "estranho") essa coisa de alguém ter o poder de gerar outro ser dentro de si. O misto de mudanças e emoções, comportamentos... Nunca pensei em ter filhos, acho que não levo jeito, me acho meio egoísta a ponto de achar que sempre faltaria alguma coisa caso eu venha a ter um. Tenho preguiça de cuidar de mim mesma, que dirá cuidar de outro ser, mas, o que ouço de toda mãe (exceto essas que jogam seus filhos na lixeira) é que: vem um amor e uma força que não fazemos ideia de onde vem. Então, eu simplesmente acredito nisso.
Estava conversando esses dias com uma colega de trabalho que veio a ser uma grande amiga, acompanhei vários momentos da vida dela, inclusive sua gravidez (essa que não foi planejada) e falávamos dessa outra questão, sempre achamos que não vamos dar conta, mas no final, dá tudo certo! Disse a ela que podia fazer qualquer coisa pro filho dela, exceto trocar fraldas, ela disse que se tem uma coisa que ela nunca se imaginou fazendo foi isso, trocar fraldas...mas que, quando o filho é nosso, isso se torna apenas um detalhe. Hoje ele tá lá, um meninão esperto, acabou de fazer 4 anos em fevereiro, e ela o criou praticamente sozinha, e sim, está dando tudo certo!
Não sei porque estou escrevendo isso, enfim... vi a sua "não empolgação" como todas as recém grávidas dizem estar mas, diante de todos os casos que pude acompanhar, no geral, essas são as melhores mães. As mais companheiras e dedicadas. Cada uma no seu tempo.
Você mesma já está aí "completamos 16 semanas"... e assim me vem mais um comprovação de que é impossível (mais uma vez, exceto as que têm coragem de jogar seus bebês fora) uma mãe se sentir indiferente pra sempre. Mãe é mãe, é amor, é pensar mais no outro que em si mesma instintivamente.
Enfim, gosto de te acompanhar aqui na sua sinceridade, nas suas conquistas e na sua leveza ao escrever... e independente de como escolha a forma de trazer seu bebê ao mundo, ninguém mais além de você, vai saber a melhor maneira. Então vai seu neura, que como dizem, no fim, tudo dá certo!

Beijos!