quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

20 semanas e uma estranha no ninho.

Nesta quinta completamos 20 semanas. A mudança drástica até o momento, foi que em função do mosquito que transmite Zica, optamos por não ir para a praia como todos os anos. Fui para o Uruguai visitar a família e lá permaneci no Natal e virada do ano novo.

Sempre gostei de ir pra lá, mas desta vez, eu não via a hora de voltar pra casa. Acho que vamos ficando mais velhos, mais adultos, e o significado de pertencimento começa a ocupar um espaço maior nas nossas escolhas e na nossa vida. Adorei ver a família, comer comidas diferentes, passar o ano novo à la uruguaya, contudo, estava louca pra voltar à minha rotina de linhaça, de chia, de iogurtes, de açúcar mascavo, saladas orgânicas e frutas diversas. Coisa que uruguaio não é muito chegado. Apesar deles não terem seguido o horário de verão, essa 1h a menos desequilibrou todo o meu horário biológico. 

A rotina de comer tarde, festival de carne, panchos, doce de leite, sobremesas e etc, me agrada somente em viagens de final de semana, e não todos os dias. 

Me acostumei a uma rotina que aos poucos mudaram meus hábitos, e eu não havia percebido que mudaram drasticamente a forma como eu lido com alimentos e a forma como ver a saúde como um todo. E isso, claro, me afetou nessa viagem. 

O problema é que se tu está em casa de parentes, eles querem que tu coma tudo o que está na mesa, que é claro que foi feito com todo o amor e carinho, mas toda aquela comilança não faz parte dos meus hábitos. Eu não gosto de sobremesa, não gosto de doces, não tomo refri, não gosto de overdose de carnes, não gosto de comer tarde da noite pra depois ir dormir com a sensação de que engoliu o mundo. 

Além disso, sou uma pessoa quieta. Não sou daquelas que ficam horas a fio conversando sobre x, y, e z. Então, levei meu note e me Kobo achando que poderia ler um livro. O máximo que pude fazer foi ver várias temporadas de Downton Abbey, e mesmo assim, minha tia me chamou de estranha. 

Fora isso, a gravidez. Não suporto quando começam a falar sobre partos, sobre fulana que morreu por excesso de anestesia, sobre qual a melhor opção de parto, sobre comer por dois, ou então, comparações. Se tem algo que me irrita profundamente são comparações do tipo: "fulana marcou cesárea, pois é a melhor opção", "parto normal é um horror, não tem porque ficar sofrendo", "ciclana comia x, y, z". Eu simplesmente odeio todas essas conversas. O que, mais uma vez, me faz parecer um estranha no ninho.

Por outro lado, em se tratando de gravidez, comecei a sentir alguns movimentos na barriga,, mas não tenho certeza se é a Gabriela ou meu aparelho digestivo protestando devido a sua digestão lenta. Semana que vem faço a eco morfológica, e confesso, estou ansiosa. 








4 comentários:

Débora disse...

Passei uma semana no Rio e adorei, mas não via a hora de chegar em casa, meu Deus!
Reunião de família tem sempre disso, né? comilança e "palpitancia"! As pessoas sempre acham que sabem tudo e de tudo um pouco e principalmente o que é melhor pros outros, isso me incomoda muito! Mas é nem dar bola, fazer cara de nada!
Bjs

Ane disse...

Acho lindo ler "Gabriela" ;D
Fez algum passeio pelo uruguay? E os parentes.. rs ahhh os parentes são sempre assim com tantas opiniões, mas á usar aquela velha cara de janela aberta e deixar fluir.. a melhor parte da viagem e a volta pra casa ;)
Feliz ano novo por aí!

Micha Descontrolada disse...

Ai eu ia curtir ir ao Uruguay, mas realmente, ficar com parentes querendo falar o tempo todo não é das melhores opções.

Fico angustiada quando quero ler e não consigo :/

Beijossssssss
┌──»ʍi૮ђα ツ

Rachel disse...

Autenticidade é tudo nessa vida! Se você tem que perder o "seu eu" pra agradar seja quem for, acho que não faz sentido planejarmos uma vida própria se vamos deixar pros outros tomarem conta.
Que sua autenticidade não se perca em meio a tantos palpites!